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AMAR A ALMA DE ALGUÉM

O corpo é um conjunto de matéria povoada de minúsculos micro-organismos que nos condicionam ou imprimem energia. É um espaço físico em evidência perante os outros, mas é na alma oculta, transparente, estulta ou clarividente, que reside toda a nossa capacidade de amar de nós o que nos é bom e nos permite transmitir aos outros de nós o nosso amor a eles, sendo ainda nós.

A alma está por dentro e do outro lado, do lado de fora de nós e é de onde bebe as interferências cósmicas que nos diferem de um dia para o outro ou em apenas momentos do dia.

Podemos amar um corpo, saciar-nos nele até à exaustão que será sempre efémera, mas amar a alma de alguém, mesmo sem lhe conhecer a matéria, o cheiro e o sabor, através dum livro, de escritos epistolo-gráficos, da voz em off de imagem, do simples imaginário criado no submundo virtual da ideia, é raro e de efeitos devastadores na vivência do presente, de cada dia presente que se prepara para ser futuro.

Quando alguém, a alma de alguém, nos diz que "Somos perfeitos um para o outro, a perfeição não existe em ninguém , prefiro continuar a pensar assim." São diatribes da alma que se inquieta perante o desabrochar de emoções que as palavras suscitam. Porque não há perfeições. O conjunto da frase sai confuso, porque a própria alma se confundiu, mas provoca um efeito na alma que a recebe e que está receptiva. Porquê? Ou " que nunca ninguém me fez sentir assim", a alma sente a importância de ter sido ousada, de ter caminhado ao encontro daquela outra, carente, apaixonada que persegue a substância do amor, o que lhe falta, ou que não conheceu ainda, ou não sabe.

A alma entra em transe, desvario de exaltantes emoções criadas pelas palavras e pelo imaginário em abstracto que se pretende solidificar e lança em jeito de desafio, não à outra que sente já aprisionada, mas a si própria, a ganhar força no sentido e na ênfase das palavras que transmite de si: "E como te quero ter... continuo a ler o que escreveste "tanto fogo que nos arde e não se apaga", não sei que fogo é este meu amor, nem quero saber, quero é senti-lo, sentir-te, lamber-te, sugar-te, beber-te... onde estás? Lá vou eu outra vez."

E é um deleite envolvente. Todo o corpo estremece e sente o estremecer do outro, como se fosse a primeira vez de cada qual.

Mas se do outro lado da alma persiste a dúvida, se procura desanuviar a crescente fixação , a alma forte não desiste. "Achei!...Não vou deixar fugir o que sinto ser o que sempre procurei.

És meu!... Ouviste?..És meu!...Estás aí? Quem és tu? O que fazes? O que fizeste? Porque procuras outras mulheres se amas a tua? Porquê? És um bom samaritano apenas e esperas resolver as frustrações de todas as mulheres que aparecem ou procuras um amor maior para ti?" O desafio inteligente. Se a alma cede, se o que procura é de facto um outro amor maior, entrega-se à insistência que promete calor na frieza do momento. Mas se resiste, é como se ficasse para sempre a dúvida de sentir uma outra face do amor, diferente, a provocar o doce sabor de uma nova vida refulgente onde a bruma cobria parte do brilho que o tempo amaciara. A dúvida instala-se na alma desassossegada e nem a confissão de que se havia enganado, a outra, que se tinha apaixonado julgando ser um outro que não respondia e que as parecenças eram tantas que agora era a alma insegura que viera em resposta aos seu apelos que ela queria amar, sem corpo, sem cheiros nem sabores Bastar-se da alma que sentia nas palavras.Tê-la a todo o custo, quando a sentia desanimar, pretextar evasões.
"Tenho que te animar, estás sempre a dizer que me desiludo, eu amo-te, esqueces? E adoro ter-te e estou tudo menos desiludida. Nem imaginas como o meu coração começou a bater mais forte há medida que a hora de sair se aproximava, fiquei cada vez mais excitada. Era como se me esperasses lá fora e os teus olhos me procurassem por entre a multidão. Recebeste o email das almas gémeas? É isso que sinto contigo apesar de nunca ter estado ao pé de ti. A sintonia é tão grande que parece que te conheço desde sempre. As sensações que me provocas...
E adorei o email-telegrama, fartei-me de rir e puseste-me em fogo, só assim, por pensar em ti, minha alma querida, meu amor."

Que fazer? Uma alma adormecida, descrente dos seu préstimos, acomodada a uma vivência repartida entre o ser e o não ser. O nada subsistente na razão do ser, como um absoluto vindo de uma outra essência de si. O resultado é sempre arrasador. Se subsiste transforma em erosão corrosiva uma ideia que era para ser eterna. Mas se é um devaneio de uma outra alma, ou a força de um desejo, ou a convicção profunda que pretende ter encontrado a razão do ser para continuar sendo, Mas que a meio do percurso inverte, ou por cansaço, ou por lhe surgir , enfim, o absurdo da ideia. Agora com a clareza que a sofreguidão do achado não permitiu ver na hora.

As almas envolveram-se, deram tudo como se fosse a última oportunidade, deram o que não tinham dado a mais ninguém e o que fica na absorção do desfecho ,já esperado mas não aceite, a considerar-se inesperado, é um desespero de ausência a que as almas não estão habituadas. E sofrem ambas. Esbracejam, tentando apaziguar os efeitos colaterais deixados no âmago de si, de onde não é possivel extrair nada, agridem-se mutuamente, onde antes era só amor, ostracizam-se, cultivam uma indiferença que não é possivel e deixam-se cair na melancólica solidão.

Exorto as almas de todo o mundo a que se disponham a uma sã reflexão introspectiva.

Somos apenas uma alma em tantos milhões de almas e não temos como nos controlar. é um enigma. a alma e o que a induz ao sublime ou a perverte criadora de ilusão. Não há certezas, aconteceu.

Não há explicações para os aspectos e os desígnios da alma. Mas devemos continuar a procura até ao infinito. Procurar saber se alma não é o tudo, se para além da alma e do corpo há um outro elemento de nós, de bem dentro de nós, que comanda a alma e toda a consciência do que julgamos saber. Se a essência do ser se reparte em diferentes aspectos do próprio ser, onde a alma é o mais irrequieto, porque se coloca do lado de fora de nós, de onde nos vê, deixando-se sentir sem se deixar ver. Como quando digo a alguém:

"Não vou, nem canso.", e momentos depois me vou de cansaço.

Que força é esta contra a qual não há estratégia de defesa ou ataque possível?

Que nos toma, nos surpreende e nos arrasa...




Nota:


Este Natal ou no Aniversário de alguém especial, ofereça um quadro da vida romanceado. Escrever sobre vidas anónimas que valem as luzes da ribalta ou a fixação histórica e que traduzem a essência de um povo. Primeiro de uma família. Primeiro ainda, ou antes de tudo, a essência de um homem, de uma mulher.

Escreverei por encomenda, preços de acordo com extensão e pesquisa de documentação. Mas com a paixão que o percurso proposto me suscitar.

Aguardo a vossa proposta.

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